segunda-feira, dezembro 04, 2006

IMPORTANTE DEPOIMENTO DO COMPADRE AMÍLCAR

Caros Compadres,
Labouré e Tomaz Lima,

Vimos, Isabel e Amilcar, agradecer as saudações de amizade e retribuir ao simpático casal Lima.

Também agradecemos as notícias enviadas e as palavras gentis bem como o histórico das Academias do Bacalhau no Brasil.

Acreditamos que foi em boa hora que as Academias do Bacalhau chegaram às terras de Vera Cruz e não fazia sentido que não acontecesse. O Brasil é pela sua punjança o maior da lusitaniedade e com certeza que muitas outras academias serão estabelecidas, neste país-continental.

A Academia do Bacalhau tem uma tradição que se tem perpetuado ao longo de anos. Coube-me a mim um honroso convite, da parte do Compadre Rui Forjaz de Brito, em 16 de Dezembro de 1988, que me apresentou à Academia do Bacalhau de Lisboa e da qual, nesta data fiquei fazendo parte. Presidia, na altura, o Compadre Botelho ex-chanceler do Consulado de Portugal em Joanesburgo na África do Sul.

Também tive a honra de participar na inauguração oficial da mesma Academia de Lisboa, numa realização, em videograma profissional SP, em que foram registados com pompa e circunstância o dia da inauguração. Os Compadres e convidados tiveram uma recepção nos cacilheiros do Tejo e testemunharam as ninfas ao longo do passeio no rio que era em nome da amizade, solidariedade e confiança que aquêle empreendimento foi firmado. No dia seguinte houve um passeio e um almoço na casa do Compadre Catita. No terceiro dia das festividades, Comadres e Compadres romaram a Sagres, no Algarve, onde foi prestado e assinalado à memória daquêles que ousaram que o mar jamais separasse mas unisse os continentes e tornasse a terra conhecida, num projecto de globalização pos é Deus que o quer, o homem que sonha e a obra
nasce, segundo as palavras do Novo Camões. Foi bem significativo aquêle dia
em que o Embaixador da África do Sul em Lisboa, igualmente Compadre, disse palavras à memória de Bartolomeu Dias que como sabemos dobrou o Cabo das Tormentas para o baptizar de Boa Esperança. Depois de um jantar num hotel houve o regresso à cidade de Lisboa.

Infelizmente eu não tenho a cópia nem o original deste videograma, mas creio que alguns compadres o devem ter. Creio que o Honorável Presidente Durval Marques deve possuir uma cópia. Este documento torna-se assim uma peça histórica.

Permitam-me dizer-lhes que entre os vários compadres da academia de Lisboa encontrei o Compadre Salgueiro e a Esposa meu ex-professor da Escola Industrial.

Quero com este contributo cooperar na minha identificação com a Academia do Bacalhau. Em 1989 fui à África do Sul fazer uma série de dez programas sobre a língua portuguesa na África do Sul, para a RTP2 e visitei a Academia do Bacalhau de Joanesburgo presidida pelo Compadre Durval Marques e que inclui no projecto televisivo da língua portuguesa na África do Sul no programa "A língua portuguesa nas colectividades". Na minha visita ao Cabo para um programa da mesma série sobre as actividades piscatórias, estive igualmente presente num jantar da Academia do Bacalhau na cidade do Cabo.

Compadres Labouré e Tomaz Lima, gostaria de agora rectificar que a minha chegada ao Brasil em 1998, não teve por motivo um trabalho televisivo, mas sim a resposta a um convite para leccionar teologia. Deixei-me ficar neste esplêndido país até que em 2004 se agravou o meu estado de saúde que resultou já em nove cirurgias, sendo sete no Hospital dos Olhos de Niterói e as duas últimas tornadas possíveis no Hospital dos Olhos do Meier com o precioso donativo das Academias do Bacalhau.

O nosso objectivo agora é aguardar em Deus pela recuperação da saúde e continuar o projecto de estudos para o qual fui chamado.

A minha presença no almoço para o qual fui convidado da Academia do Bacalhau de Niterói e a solidariedade recebida com tanto carinho deram-nos, a minha mulher e a mim, um ânimo para continuar a luta pela cura. No passado dia 27 de Novembro, estive presente à consulta do Dr. Acácio Muralha, meu médico cirurgião que me informou haver uma melhoria do olho direito. Marcou uma nova consulta para o próximo dia 15 de Janeiro em Niterói e informou-me ainda da possibilidade de ter que haver um reforço de "Avastin". Assim sendo uma nova luta se aproxima e até lá resta confiar em Deus.

É meu dever também informar-vos de que as nossas necessidades têm sido supridas com a ajuda de amigos e de uma igreja que tem pago os cartões da Unimed.

Também dedico o meu tempo a escrever o livro "Sinais do Evangelho de João". Faço-o por imperativos de fé e de não me querer resigna a nada produzir.

Se Deus o permitir nos encontraremos em Teresópolis no próximo dia 10 de Dezembro.

Com muita amizade celebremos, na confiança,
um Gavião de Penacho
Isabel e Amilcar

P.S. O trabalho que efectueu para a RTP2 sobre a língua portuguesa na África do Sul bem como outros programas por mim realizados foi para a série "Caminhos" e foi ao serviço de uma produtora. Não sou funcionário da RTP .

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